Antes e Depois de Zico: A Era que Mudou o Patamar do Flamengo Para Sempre
EDUARDO ALVES BARBOSA
9/11/20262 min read
Se existe uma certeza no futebol é que a história do Clube de Regatas do Flamengo se divide em duas eras: Antes de Zico (A.Z.) e Depois de Zico (D.Z.).
O Galinho de Quintino não foi apenas o maior camisa 10 que já vestiu o Manto Sagrado. Ele moldou nossa identidade, nos ensinou a dominar o mundo e transformou o amor da maior torcida do planeta na maior potência do futebol mundial!
Do Garoto Franzino ao Rei do Maraca (1967–1973)
A caminhada do nosso Rei começou nas categorias de base na Gávea, lá em 1967. Franzino, o garoto de Quintino passou por um trabalho insano de fortalecimento físico com o mestração Francalacci. Quem diria que aquele menino se tornaria um gigante?
A estreia no time principal veio em 1971, em um clássico contra o Vasco — já mostrando para o rival quem mandava. A partir de 1974, Zico assumiu a camisa 10 de vez, conquistou o Cariocão e avisou ao Brasil: a Era Zico tinha começado!
A Era de Ouro: Quando o Mundo se Ajoelhou perante o Mengão (1978–1983)
Entre o fim dos anos 70 e o início dos 80, o Flamengo montou um esquadrão absurdo. Ao lado de monstros sagrados como Junior, Leandro, Adílio, Andrade e Nunes, Zico regia uma orquestra que jogava o futebol mais bonito do planeta.
Brasileiro de 1980: Primeiro título nacional, com o Galinho guardando o gol da vitória na final antológica contra o Atlético-MG.
Libertadores de 1981: Artilheiro absoluto com 11 gols, Zico decidiu o jogo final contra o Cobreloa no Centenário cravando dois gols na raça!
Mundial de 1981: Tóquio ficou pequena. O Zico jantou o Liverpool e participou de todos os gols do 3 a 0 inesquecível que colocou o mundo a nossos pés!
E não parou por aí: a hegemonia seguiu com os Brasileiros de 1982 e 1983. Que época pra ser rubro-negro!
Saudade, Superação e a Despedida do Rei (1983–1989)
Depois de uma passagem marcante pela Udinese, o Rei percebeu que seu lugar era na Gávea e voltou para casa em 1985.
Nem a violência dos adversários nos parou: mesmo após sofrer uma entrada criminosa e quase ter a carreira destruída, Zico trabalhou duro na recuperação, voltou e liderou o Mengão na conquista da Copa União de 1987 — nosso Tetra Brasileiro com o golaço antológico sobre o Santa Cruz e a aula de futebol na final contra o Internacional.
Sua despedida oficial em 1989 foi digna do Rei: 5 a 0 no Fluminense, com direito a gol de falta no ângulo, sua assinatura inconfundível.
Os Números do Nosso Maior Ídolo
732 jogos com o Manto Sagrado.
508 gols pelo Mengão (Maior artilheiro da nossa história!).
334 gols no Maracanã (O dono definitivo do Templo das Multidões).
Títulos Marcantes: 1 Mundial, 1 Libertadores, 4 Brasileiros e 7 Cariocas.
O Legado Eterno
Técnica refinada, cobranças de falta perfeitas e um amor incondicional pelo clube. Zico nos ensinou o que significa "vencer, vencer, vencer". Cada vez que o Flamengo entra em campo hoje, carrega um pouco da mentalidade e do DNA vencedor construídos por Arthur Antunes Coimbra.
Obrigado por tudo, Galinho! O Flamengo é gigantesco porque você existiu! 🔴⚫
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